Contra o Desmonte da Greve: Intensificar a Luta pelo Cumprimento Integral do Acordo de 2024!
As/os trabalhadoras/es técnico-administrativas/os em educação da UFPE, reunidas/os em assembleia no dia 29 de abril de 2026, reafirma seu compromisso com a greve nacional da FASUBRA. Diante dos encaminhamentos da reunião do Comando Nacional de Greve (CNG) do dia 24/04, apresentamos a seguinte posição política:
1. Denúncia da Manobra de “Priorização” e Desmonte
Entendemos que a orientação de realizar assembleias para “avaliar pontos prioritários” para negociação é, na verdade, uma armadilha. Não aceitaremos a política de abandono de itens do acordo e, consequentemente, de setores da categoria. Não aceitamos a lógica onde se assina um acordo hoje para vê-lo anulado amanhã pelos gatilhos do Arcabouço Fiscal ou pelo descompromisso do governo federal.
- Cumprimento Integral, não fatiado: Rejeitamos a ideia de priorizar itens de um acordo já firmado em 2024. Exigimos o seu cumprimento integral, sem manobras que rifem os aposentados, a racionalização dos cargos ou o RSC.
- Contra a Fragmentação: Denunciamos a Lei nº 15.367/2026, que se apresenta como uma versão piorada do decreto da era FHC (1995), abrindo margem para diferentes interpretações entre os próprios entes governamentais, sempre prevalecendo o posicionamento menos favorável à categoria. Ação que divide a categoria pois ao suprimir o termo “publico interno” restringe as 30 horas semanais, causando grande prejuízo à categoria, excluindo quem trabalha nos laboratórios e a infraestrutura e tantos outros. Nossa luta é pelas 30 horas para todos.
2. O Questionário como Ferramenta de Desmobilização
Repudiamos a exigência repentina do questionário de adesão à greve pelo CNG. Essa métrica, que não foi exigida desde o início do movimento em fevereiro, serve apenas para construir uma narrativa de enfraquecimento que justifique o encerramento da greve pelas direções burocráticas.
- A realidade das bases é de disposição para a luta, como demonstram as mais de 55 instituições mobilizadas.
- Não permitiremos que, representantes governistas disfarçados de representantes da categoria, atuem como “bombeiros” da nossa mobilização para blindar o governo.
3. Enfrentamento ao Capital e ao Ajuste Fiscal
A greve da FASUBRA não é uma disputa corporativa comum, mas um enfrentamento direto contra a lógica de exploração do capital que utiliza o orçamento público para sustentar banqueiros e o agronegócio.
- Enquanto o governo destina 42% do orçamento federal para juros da dívida pública, a educação recebe míseros 3,18%.
O corte de R$ 500 milhões no orçamento de 2026 inviabiliza o funcionamento básico da UFPE, desde a pesquisa e extensão, bolsas CAPES até os bandejões, passando pelos serviços dos hospitais universitários e atendimentos à população.
