para a Plenária Nacional da Fasubra, os Técnico-Administrativos da UFPE também abordaram
o processo da luta contra a biometria e a consequente demanda pela
flexibilização da jornada de trabalho. A assembleia se deu na manhã deste dia
28, no auditório do Centro de Ciências da Saúde.
como o aprofundamento do golpe iniciado com a cassação da ex-presidente Dilma,
os riscos projetados à sociedade com a política de intervenção político-militar
na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, além da criação de um Ministério
da Segurança Pública e tratou-se ainda do recuo do governo Temer na Reforma da
Previdência, que não está morta, mas teve uma violenta derrota, com a
manifestação popular contrária a esta medida e que teve na greve dos servidores
públicos das universidades federais uma importante contribuição.
Tratando da Plenária da Fasubra que será realizada entre os
dias 2 e 4 de março, na Universidade de Brasília, foram eleitos 6
representantes da base da UFPE além de 2 observadores que estarão participando
também em Brasília de um encontro nacional dos técnicos lotados na segurança
institucional das universidades federais.
Resoluções 3 e 4 de 2017 põe fim as negociações sobre
jornada de trabalho na UFPE
Pouco se andou sobre a regulamentação da flexibilização da
jornada de trabalho na UFPE desde a inclusão na Resolução 2 de 2014 da exigência
do ponto eletrônico por parte da administração da universidade. Essa medida não
foi e continua não sendo bem aceita entre os Técnico-administrativos, porém o
reitor Anísio Brasileiro continuou forçando a barra, aplicando essa metodologia
a revelia das queixas da categoria nas mesas de negociação.
Até então, com poucos avanços, existia um espaço de
interlocução, paritário e direto entre administração e técnicos, foi esse
espaço que consolidou a realização de uma audiência pública no auditório do
CCSA, ano passado, com a presença do Reitor e Vice-reitoria, onde os técnicos
puderam conferir o professor Anísio Brasileiro afirmar com todas as letras de
que o ponto eletrônico é uma decisão política do seu reitorado. Agora, expresso
nas Resoluções 3 e 4 de 2017, um novo ataque foi desferido. Por decisão da
administração central da UFPE haverá além dos 3 integrantes dos Técnicos e 3
representantes da reitoria, mais 3 indicações em cada Comissão de Jornada de
Trabalho, pelos Diretores de Centro.
Esse desequilíbrio na relação de negociação foi duramente
criticado na assembleia, pois se dá justamente quando a categoria resolve expressar
seu repudio ao ponto eletrônico, não comparecendo aos pontos de recolhimento do
cadastro biométrico. Tal cadastro está acessível a mais de um semestre e mesmo
assim, uma ínfima minoria aderiu.
A assembleia definiu pela realização de uma nova assembleia
no dia 14 de março, com ponto específico: Biometria. Lá, será tratado de
aspectos jurídicos e políticos para definir estratégias de luta, uma vez que
com essa decisão do reitorado de Anísio e Flor, inviabiliza-se qualquer avanço
das Comissões, sejam as locais seja a geral. Evidencia-se que a administração guarda
para a ampla maioria dos técnicos um regime de trabalho de 40 horas com ponto eletrônico,
inclusive para os chefes de departamento, ferindo o principio da isonomia
dentro da universidade.
Foi definido ainda a adesão da categoria a
participação da atividade da Coordenação de Mulheres do Sintufepe-UFPE, no dia
8 de março, às 9h, que ocorrerá em um toldo localizado entre os centros CE,
CFCH e CAC, para realizar um debate pautando do Dia Internacional da Mulher e uma
manifestação em defesa do Boicote a biometria na UFPE.

