No dia 18 de março, na Assembleia Legislativa de São Paulo, a deputada Fabiana Bolsonaro (PL) pintou o rosto com tinta marrom durante um discurso em que questionava a identidade das mulheres trans.
O ato, que a parlamentar tentou justificar como uma crítica à deputada federal Erika Hilton, configura uma prática racista conhecida como blackface, historicamente utilizada para ridicularizar pessoas negras e reforçar estereótipos racistas perante uma plateia. Trata-se de uma manifestação explícita de racismo, que, neste caso, se soma à transfobia ao atacar diretamente uma mulher trans em espaço institucional.
O que foi praticado pela deputada Fabiana Bolsonaro é a combinação de racismo e transfobia, expressões de violências estruturais que não podem ser naturalizadas, sobretudo em espaços de representação política.
Em assembleia realizada no dia 20/03, a categoria dos técnicos-administrativos em educação da Universidade Federal de Pernambuco manifesta seu mais veemente repúdio a essa conduta e exige a devida responsabilização da parlamentar, com a apuração rigorosa dos fatos e a aplicação das sanções cabíveis, incluindo a perda de seu mandato.
Abaixo o racismo e a transfobia.
